The Good & Old Rock'n'roll

The Good & Old Rock'n'roll
Traduções de músicas & textos sobre o rock'n'roll e sua história.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

TOP 10: O BURACO É MAIS EMBAIXO


Reza a lenda que quem, de fato, manda na banda é o contrabaixista. Lenda com um fundamento bastante sólido, já que o instrumento é responsável, nos arranjos, pela intersecção entre ritmo e harmonia. Instrumento de características abrangentes. 

Desde o surgimento do rock que o contrabaixo desafia sua condição de instrumento coadjuvante na música, graças ao fato de alguns músicos, que a ele se dedicaram, imprimirem tamanha personalidade interpretativa, deixando assim gravado, em grave e bom som, seus nomes na história do rock.

Abaixo estão listados dez nomes do contrabaixo que reúnem as características acima apontadas: músicos que deixaram composições, arranjos e interpretações soberbas fundamentados nas quatro cordas. Muita gente vai se perguntar qual é o sentido de Jaco Pastorius encabeçar uma lista de contrabaixistas roqueiros, mas a resposta é de uma simplicidade religiosa: Jaco é Deus e Deus é onipresente, ou seja, está em qualquer lista. Se concordarem, bem. Se não concordarem, amém.

1.JACO PASTORIUS






2.PAUL McCARTNEY





3. JOHN ENTWISTLE




4.JACK BRUCE




5.JOHN PAUL JONES




6.GEDDY LEE




7.STEVE HARRIS




8.PETER HOOK




9.FLEA




10.LES CLAYPOOL


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A PILLOW OF WINDS - PINK FLOYD (TRADUÇÃO)

Pink Floyd


A canção A Pillow Of Winds, composta por David Gilmour e Roger Waters, foi lançada, pela banda Pink Floyd, no álbum Meddle, em 1971.

Capa do álbum Meddle

UM TRAVESSEIRO DE VENTOS

Um cobertor de nuvens se desenha ao meu redor
Suavizando o som 
Da hora de dormir quando me deito com meu amor ao meu lado
Ela respira lentamente e a vela se apaga

Quando cai a noite você fecha a porta
O livro vai ao chão
Enquanto chega a escuridão e as ondas passam
As estações mudam e o vento é morno

A hora da coruja acordar e do cisne dormir
Veja o sonho, o sonho se foi
Campos verdes, a chuva fria
Cai na aurora dourada

E nas profundezas do chão os sons do alvorecer
Eu me abaixo
A hora de dormir quando me deito com meu amor ao meu lado
Ela respira lentamente
E me levanto como um pássaro
Na névoa quando os primeiros raios tocam o céu
E os ventos da noite morrem 





sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

I FOUGHT THE LAW - THE CLASH (TRADUÇÃO)

The Clash

A canção I Fought The Law foi composta e gravada originalmente por Sonny Curtis, integrante dos Crickets, banda de Buddy Holly, no ano de 1959. De lá para cá, já recebeu várias versões, sendo uma das mais conhecidas, a gravada pela banda The Clash, no ano de 1979, no EP Give 'Em Enough Rope, além de ter sido, também, editada como single.

Capa do EP Give 'M Enough Rope


Capa do single I Fought The Law


FUI CONTRA A LEI

Quebrando pedras no sol quente
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu
Precisei de dinheiro pois estava duro
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu

Deixei meu bem e me senti tão mal
Acho que nasci pra fugir
Ela é a melhor garota que já tive
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu

Assaltando pessoas com um revólver de seis tiros
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu
Perdi minha garota e perdi minha diversão
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu

Deixei meu bem e me senti tão mal
Acho que nasci pra fugir
Ela é a melhor garota que já tive
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu

Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a lei venceu
Fui contra a lei e a 






quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ARNALDO BAPTISTA: O GÊNIO PASSADO A LIMPO


Em edição limitada, o box Arnaldo Baptista  traz, novamente, à luz do dia a obra de um dos mais inventivos e ousados músicos brasileiros de todos os tempos, nos brindando com uma arte que, para o bem ou para o mal, ainda incomoda e, melhor, ainda surpreende.


O ano de 2015 poderá ser lembrado, pelos apreciadores da boa música, como o ano em que o rock nacional teve uma de suas maiores injustiças corrigidas: o lançamento, em CD, da obra (quase que) completa do eterno mutante Arnaldo Baptista. Embora em "edição limitada" (portanto é bom os interessados agirem rápido), a "caixa" Arnaldo Baptista traz cinco dos seis álbuns gravados pelo ex-Os Mutantes até agora, em embalagem digipack, encarte com letras das músicas, ficha técnica das gravações e, na medida do possível, a reprodução da arte gráfica original. 


Começando com a obra-prima Loki?, lançado no ano de 1974, no meio da turbulência de sua saída dOs Mutantes e do fim do casamento com Rita Lee, o álbum é centrado no piano e conta com a participação de Dinho e Liminha, na época, bateria e baixo de sua ex-banda. Apesar de musicalmente acessível, as letras já indiciavam uma idiossincrasia que só iria se fortalecer nos próximos anos. Mesmo nos momentos supostamente mais descontraídos como, por exemplo, em Vou Me Afundar Na Lingerie e em Cê Tá Pensando Que Eu Sou Loki? é a voz de alguém arrastando uma dor maior que o mundo que ouvimos.



Em seguida, pela ordem da data de gravação, já que ambos foram lançados somente em 1988 pelo selo Vinil Urbano vem os dois álbuns com a banda Patrulha Do Espaço: Elo Perdido, gravado em em estúdio, em 1977 e "Faremos Uma Noitada Excelente", gravado ao vivo em 1978. Um progressive hard 'n blues rock dá a tônica em ambos e nos faz imaginar quais rumos a banda poderia ter tomado se a genialidade de Arnaldo não caminhasse sobre os muros da instabilidade emocional. A se lamentar, somente o fato da arte da capa do primeiro ter se perdido e, assim, não ter sido reproduzida e a belíssima capa do "ao vivo" ter sido aproveitada somente no encarte. Ainda sobre o Elo Perdido, há, nele, a adição de cinco faixas bônus aproveitadas de uma gravação em cassete, apelidada pelo próprio Arnaldo de Elo Mais Que Perdido.

  

No ano de 1982, com a ajuda de de Luiz Calanca, Arnaldo gravou praticamente sozinho o álbum Singin' Alone, já resenhado aqui http://rollandorocha.blogspot.com.br/2015/04/singin-alone-arnaldo-cantando-e-tocando.html e  lançado, de maneira independente, pelo selo da loja de discos de Luiz, a Baratos Afins. Aqui, a idiossincrasia de Arnaldo chega às últimas consequências, tanto que é praticamente impossível definir o álbum com adjetivos convencionais, usualmente utilizados na crítica musical.


Por último, temos Let It Bed, lançamento encartado na revista Outracoisa de Lobão, no ano de 2004, contando com a produção e a colaboração de John Ulhoa, guitarrista da banda Pato Fu. Quem acompanha a trajetória de Arnaldo sabe que a música para ele é hoje, acima de tudo, assim como a pintura, uma terapia. Ele carrega gravíssimas sequelas de um "acidente" sofrido durante uma de suas muitas internações, logo após as gravações de Singin' Alone. Devemos ter isso em mente ao ouvir seu último álbum, onde, agora, as idiossincrasias são imposições de seus limites. Porém, em relação a Arnaldo, nunca se sabe. Talvez ele esteja vivendo no mundo que, através dos excessos de sua vida e de sua arte, incansavelmente buscou. Perfeitamente possível em se tratando de alguém capaz de ir para o outro lado e voltar.

Ficou faltando, para a obra ser completa, Disco Voador, também produzido por Calanca e, também lançado pela Baratos Afins em 1986, logo após sua convalescença e, portanto, ainda mais marcado pelas sequelas e por um minimalismo musical que chegas às raias do infantil.